terça-feira, 28 de julho de 2009

Balaio de gato.

Opa! Acordar, após três sonecas no celular, pensar : "que merda de férias são essas?", abstrair esse pensamento negativo, admirar o sol pela janela após ter saltado todos os obstáculos do meu quarto super organizado à Bernardo, tomar meus remédios e... AULA! Sim, às 8 da madrugada.

Bom humor reinando, quanta paz. Tomei um bolo. ¬¬

Falei todos os palavrões que eu conheço e criei alguns também! ;D "Qualquer um ficaria chateaaaado, mas não eu!".

Voltei pra casa pensando: "Oba!(não pensei em outra interjeição) Acho que agora posso escrever no meu blog, que já se tornou um vício, um bichinho virtual, como diria uma peça rara que conheço.

Aí está ele. Aquele que dominou minha geração, se alastrou mais que a gripe A (perdoem o trocadilho). AH! Tempo bom em que podíamos acordar de madrugada pra dar comida pra esse infeliz - o meu era desconfigurado e isso sempre me acontecia. Mas hoje quero falar de uma outra febre, uma mais atual, uma mais diferente. Tchalô? Sim, é disso mesmo que quero falar. Desse gripe de palavras indianas. Tenho medo de espirrar e ser acalentado por um Are baba. Como pode né? Em tão pouco tempo já nos apropriamos de um vocabulário até então mega desconhecido no ocidente. Baguan Keliê! Eu mesmo tenho vários amigos a quem chamar de Dalit. Dalits? Como? Dalit não seria o pobre? o gordo? o negro? o branquelo? o feio? o chato? (Trazendo essa condição para a sociedade brasileira e seus preconceitos) Arebaguandi! Essa palavra é tão menosprezada pelos indianos - e pobre de quem a carrega - e eu aqui chamando os meus amigos de dalits!
Narrin! Vou tentar me controlar pra não usar tanto essas palavras, afinal, até quando elas estarão no meu discurso? Teriam elas prazo de validade? A novela termina e a gente automaticamente esquece? Tik ré... é exatamente assim que acontece. Por que, então, não nos apropriamos de palavras sem validade, palavras com significados mais profundos? Porque é legal. Perceberam como, nem por um instante vocês se peguntaram o significado dessas palavras? Atcha! Só pode ser legal.
E assim seguimos...
Abraços!

8 comentários:

  1. Nossa! Parabéns Bernardo! Sua comparação foi MARA! Me senti lendo Luis Fernando Veríssimo...

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  2. seu dalit AShduAShduAS

    meu tamagushi tb tocava de madrugada :P

    mas eh a coisa... essas palavras indianas viraram girias, e como todo giria, uma hora sai de moda.. a moda acaba quando a fuck novela acabar hauhduasd

    viva o bolo e a gripe A :P

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  3. eu me perguntei o que que elas significavam sim senhor, bernard.

    =)

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  4. Como sempre se mostrando o genio q es!!
    ta de Parabens seu Blog!! Nao eh akela coisa chata de se ler, mto interessante, criativo e inteligente!!

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  5. Felomenal!! O menino tem catiguria!!

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  6. Are Baba, Bê!!!! kkkkkkkk
    Adorei esse post, assim como os outro...
    Já te disse que vc ta bandando bem d+++...
    Bjoss

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  7. Bom... quando eu li o post pensei "É, realmente esqueceremos essas palavras quando a novela acabar." Mas quando li os comentarios, fiquei em duvida... em um comentario acima foi usada a palavra "catiguria", que é nada menos do que outra palavra que uma novela introduziu no nosso vocabulario, mais uma giria... e essa outra novela já acabou e as pessoas continuam falando... Entao será q vamos mesmo esquecer essas novas "girias" indianas que chegaram? Tik... fiquei na duvida...

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  8. Pensando bem acabamos ficando "trogloditas" ( poliglotas...é poliglota chaves) mesmo sem querer. Já chamamos nossos amigos de "banbinos" e levamos nossas namoradas para comer "macarrone" num restaurante italiano. Depois começamos a invocar "Icha ALá" para qualquer coisa que nos cruzava a rua. Agora estamos na india. Pena que as novelas mexicanas da SBT também não tem estes bordões senão também poderiamos conversar em espanhol...no fim como diria chaves somos realmente trogloditas...
    desculpe os erros das palavras, mas não tinha SAP na TV.

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