Foi aí que apareceu o Royter. No terciro anúncio de sua pseudo-partida decidimos que iríamos fazer uma visitinha ao circo. Ainda não havia ameaça da gripe A, o que fez com que nossa ida fosse despreocupada. Circo Royter. Algodão doce, maçã do amor, churros de doce de leite, pipoca (sabe Deus que horas foi preparada). Não sei porque mas todo circo tem cheiro de sítio, independente de ter animais ou não. Não gosto do cheiro. Nesse circo a grande promessa, e o que me fez conseguir convencer o povo a me acompanhar, era o globo da morte. Cara... CINCO motos. Eu disse CIN-CO. Você pode imaginar toda aquela barulheira? Sim, isso me fez urrar de alegria.¬¬
Aliás, eu tava meio Liminha. O povo estava muito desanimado e eu me senti na obrigação de interagir com as atrações FASNTÁSTICAS, segundo a narradora. Essa figura, uma loira parruda, trocava de cabelo e de roupa sem que a gente notasse sua ausência e quando a víamos a troca, SUSTO. Ela voltava falando seu mix português com espanhol, uma coisa exótica, se é que existe um eufemismo para aquilo. Bater palmas quando ninguém mais batia havia se tornado um vício. Cantar todas as canções. Caramba! Michael tocou na hora do globo!!! BEAT IT, BEAT IT. Depois de atrações desnecessárias veio a elefanta. Não me corrija, eu prefiro falar essa palavra. Lady era seu nome. Nada muito interessante até que seu treinador, que estava de turbante, deu uma dançadinha na música indiana que tocou e foi pra cima da grandona! A plateia não esboçava reação e eu, que já estava agoniado com aquilo, queria ajudar de alguma forma a fazer um "espetáculo". Quando ele ia apertar o mamilo da bichona eu gritei : Peitinho (Pensando que era naquela hora que eu ia levar uma maçãzada na cabeça)! Pra minha surpresa o cara do turbante apontou pra mim e fez uma cara de você pescou a piadinha! Parabéns campeão... Várias crianças circenses, todas sem ter o que fazer, desgovernadas pelo palco. Músicas e palhaço Popoviki. O cara do show era o mesmo do algodão doce e o motoqueiro, vendedor de pipoca e, esporadicamente, dançarino mais parecia o ronaldinho gaúcho, o que nos fez gritar "Ronaldo!" a todo momento. Uma amiga resolveu estrapolar tirando foto com os Backyardigans.
Sim, em meio a bebês e mães loucas, lá estava ela gritando o nome da pelúcia gigantesca e me fazendo sentir vergonha e vontade de mijar sentado ali mesmo. Ri demais. Fizemos chaveiros superfaturados e tiramos milhões de fotos. Mas não acaba por aí. Resolvi que tiraria uma foto com a Lady, meu exemplo de superação. Foto paga, mais grana...
mas eu encarei como um investimento. Uma forma de me expressar e ser mais eu, mesmo correndo o risco de ser retardado. Lá eu fui. Amiga com máquina na mão e eu na fila. Eu e meus amiguinhos de 5 anos. Só eu. Ainda tentei convencer um deles de que a elefanta era boazinha e que nada de mal nos aconteceria, mas eu não transmiti muita credibilidade. O momento subida. Fácil, quando não se olha pra checar se alguém conhecido está vendo aquilo de perto. O momento foto. Foto e papo com ela : "Tá feliz, lady?". Fim de noite e fotos em todos os cantos possíveis para provarmos pra uma enorme galera que duvidou que iríamos. Alí estivemos, my friends. Minha mão doeu de tanta palma. Cantamos todas, sozinhos. Até rimos do palhaço. Então, quando forem ao circo, tomem cuidado para não serem desagradáveis e deixarem toda aquela gente no vácuo!DIVIRTA-SE até o talo.;D
Beee..adorei...
ResponderExcluirSeguirei teu conselho...
O blog ta cada dia melhor...
Bjooosss
Huahauuahuaha... peitinho... tô de volta e já li tudo!! Mais!! Escreva mais!!
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